... E então é Natal - Hora de relembrar a razão da data, ao mesmo tempo "aniversário" de Jesus Cristo e fundação da capital do Rio Grande do Norte



A data é lembrada por muitos. 25 de dezembro. No calendário, dia de Natal - dia de festa, difícil de esquecer por conta das ceias, missas e (por que não?) da programação especial do comércio e da mídia. Mas, só para lembrar, o que vem a ser mesmo o Natal?

No dicionário, entre outros sentidos, "natal" significa dia ou local do nascimento. E como Natal - o evento - tem todo ano, por extensão, tem sentido de renascimento e renovação.

Para muitos, especialmente os católicos, Natal é o momento para lembrar que, um certo dia, um homem esteve aqui... aos mais esquecidos, digamos que Jesus Cristo é o aniversariante do dia.

Por sinal, um fato curioso: 25 de dezembro é uma data convencionada pela igreja, pois na prática ninguém sabe ao certo o dia que Jesus nasceu, há pouco mais de 2 mil anos em pleno Oriente Médio.

Certo é que por volta do ano 336 começou-se a celebrar o Natal em moldes próximos aos atuais, inclusive com a troca de presentes, simbolizando as ofertas dos três Reis Magos.

Falando nos Reis... e Natal?

Falar no Natal e nos Reis Magos, particularmente em terras potiguares, tem um sentido especial: a fundação da cidade do Natal. Lá se vão exatamente 412 anos desde aquele 25 de dezembro de 1599: a capital potiguar tinha apenas uma povoação mínima em torno da Praça André de Albuquerque (então Rua Grande) e o Forte, dedicado aos Reis Magos - ou aos Santos Reis, que acabaram dando o nome à região (e posteriormente ao bairro) - mais de um ano antes de Natal nascer.

As tentativas de se firmar chão em solo potiguar e colonizar a regão não datam de 1598-1599. A história começa de forma mais marcante a partir da década de 1530, com as primeiras investidas dos colonizadores portugueses, inicialmente não na foz do rio Potengi, mas na foz do rio Ceará-Mirim - sem sucesso: os lusitanos foram postos para correr pelos índios potiguares (ou potiguaras, a critério), então ajudados pelos franceses que faziam comércio com os nativos e para quem a foz do rio Potengi, fora a região das lagoas de Extremoz, entre outras, também não tinham mistério. Razões estratégicas foram levantadas para intensificar a colonização portuguesa no Rio Grande do Norte - entre elas que era a região mais próxima da África (por sinal, mesma razão que faz, muitos anos depois, a Grande Natal e em especial o município de Parnamirim entrarem no mapa da II Guerra Mundial).

Muita luta depois, foi erguido o Forte dos Reis Magos, e após foi preciso habilidade para acalmar os ânimos da indiada - à base de muita catequese movida a padres jesuítas. Em junho de 1599 indígenas e colonizadores entram em acordo, que foi meio passo para a fundação direta da cidade do Natal, a 25 de dezembro do mesmo ano, com o surgimento da Igreja Matriz (hoje Catedral Velha) na então Rua Grande.

Fundação direta, pois Natal sequer surgiu com a denominação de vila ou algo semelhante, foi de pronto como cidade - aliás, uma cidade que, segundo textos de Câmara Cascudo, tinha em 1614, 15 anos após a fundação, apenas 12 casas e cujos limites eram as atuais praças das Mães e da Santa Cruz da Bica (precisamente os limites do Centro Histórico, tombado no ano passado).

.. e Ano-Novo também

Mas, voltando às datas... e o Ano-Novo, que ocorre daqui a uma semana, outra data bastante ceelebrada? A comemoração é mais antiga. Consta que há uns 4 mil anos, na antiga Mesopotâmia, havia um evento que durava quase duas semanas, encerrando no correspondente hoje a 1º de janeiro, e que simbolizava a passagem do ano. A festa também era comum aos persas e babilônios, e foi absorvida por gregos e romanos.

Fato curioso: pelas contas destes povos, na data que corresponde hoje a 25 de dezembro o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar a crescer e trazer vida para a Terra. De novo, o sentido de renascimento. É por estas e outras que hoje as festas de Natal e Ano Novo são tão próximas.
Fonte: Nominuto.com

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