Henrique é questão em aberto para presidir a Câmara dos Deputados

Foi quase uma unanimidade na semana passada: políticos e observadores da cena consideraram que o deputado Henrique Eduardo Alves extrapolou na defesa de Elias Fernandes no Dnocs. E que ele pode ter comprometido a eleição de presidente da Câmara, conforme acerto do PMDB com o PT.

Aliás, a nota que me chamou mais a atenção neste final de semana foi a do jornalista Cláudio Humberto dando conta que o atual presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), havia dito aos repórteres, em dezembro, que a eleição de Henrique era questão em aberto no PT.

Se antes de peitar a presidente Dilma era questão em aberto, como fica o deputado Henrique Alves agora?

Numa só tacada, o parlamentar potiguar deu munição a todos os adversários de sua candidatura à presidência da Câmara - petistas, líderes de outras legendas da base, peemedebistas que não rezam com a cartilha dele e parte da bancada do PMDB no Senado que trabalha para manter a presidência da casa.

Vai sobrar para Garibaldi Alves Filho. Pode anotar!

Com o primo queimando pontes na Câmara e caindo em desgraça no Palácio do Planalto, cresce a chance de Garibaldi retornar ao comando do Senado como alternativa do PMDB. O PT continuaria na presidência da Câmara. Isso está sendo discutido reservadamente, à boca miúda.

Na hora de negociar com o Palácio do Planalto, o PMDB do Senado sempre leva vantagem sobre o PMDB da Câmara.

É fato que o PT firmou acordo com o PMDB para estabelecer um rodízio na Câmara dos Deputados. E acordo é acordo. Tem de ser cumprido. Mas um acordo pode ser trocado por outro acordo em nome dos interesses maiores da nação.

É pouco provável que o PT aceite entregar toda linha de sucessão de Dilma Roussef ao PMDB.
Fonte: Blog do Diógenes.

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