Walter Alves diz que maioria do PMDB vai confirmar o impeachment de Dilma

João Gilberto/AL
O deputado federal Walter Alves acredita que saída da presidente Dilma possibilitará que o país retome o crescimento.
O deputado federal Walter Alves (PMDB) foi um dos primeiros parlamentares potiguares a se manifestar favorável à saída da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, é preciso que o país volte a discutir medidas para a retomada do crescimento. “O país parou. O mercado está absolutamente instável, a presidente perdeu a governabilidade. Crises e mais crises. Não se vota reformas importantes para o país, como a Previdenciária, com a Tributária”, justificou.
“Faz uns 20 dias que decidi e é o que o povo está querendo. Para o governo alcançar hoje um quórum mínimo para que não tenha o impeachment é uma dificuldade muito grande lá na Câmara dos Deputados. Isso prova que o governo perdeu a governabilidade”, defendeu Walter.
O PMDB deverá anunciar o rompimento com o governo do PT na tarde desta terça-feira (29). No entanto, Walter Alves ainda tem dúvidas se a decisão serão unânime. “É difícil para o PMDB, que é o maior partido do Brasil, tem várias correntes, é um partido muito complicado. Você vê que existe a corrente do senador Renan Calheiros, de Eduardo Cunha, do Sarney, do Jader Barbalho. Então vamos esperar hoje a reunião às 15h. Que vai romper, vai. Mas resta saber se é por unanimidade”.
Apesar disso, o parlamentar acredita que a maior parte da bancada votará a favor do impeachment. "O presidente da Câmara tem dito que deverá votar o pedido de impeachment no dia 17 de abril, salvo engano um domingo. [...] O PSD liberou a bancada, o PP também. O que está havendo é que cada partido está deixando os deputados à vontade. O PMDB vai oficializar realmente o rompimento, mas acredito que vai ter deputados que vai votar contra o impeachment", analisou.
Ao ser questionado sobre o número de parlamentares do PMDB que podem votar contra a saída de Dilma, Walter disse que não acredita que seja uma parcela expressiva do partido.
Ministérios
Nesta segunda-feira (28), o ex-deputado Henrique Eduardo Alves deixou o Ministério do Turismo. Henrique foi o primeiro dos sete ministros do PMDB a entregar o cargo. O deputado Walter Alves, disse que essa foi uma decisão correta do ex-ministro potiguar.
“Eu considero acertada, acho que fez o correto, está no PMDB há muitos anos, ele é amigo do vice-presidente Michel Temer. Em uma decisão como essa, entre o PT e o PMDB, obviamente ele tem que ficar com o PMDB”, afirmou.
O deputado acredita que após o anúncio oficial da saída do partido da base aliada do governo, fica inviável que os demais ministros permaneçam nos cargos. "Com o rompimento oficial do PMDB, fica insustentável a permanência dos ministros. Do PMDB pode acontecer muita coisa, mas minha opinião é que é uma coisa descabida, que fica muito feio perante à população", comentou.
Walter disse que espera que com a oficialização do rompimento, os ministros deixem as pastas até o dia 12 de abril. "Acredito que a reunião vai oficializar o rompimento e que no próximo dia 12 e moção que foi feita na Comissão do PMDB seria o Dia D para que os ministros entregassem seus cargos", analisou.
Fonte: Nominuto.com

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